Endereço: Av. Amazonas, 315 – Centro (Praça Sete)
Contato: (31) 3201-5211
Horário: seg–sáb das 8h às 21h (bilheteria 2h antes dos eventos)
Entrada: Visitas gratuitas; espetáculos pagos
Destaque: Espaço art déco com programas diversos de teatro, música e cinema
O Museu de Artes e Ofícios (MAO), inaugurado em 14 de dezembro de 2005, é o primeiro museu brasileiro dedicado integralmente ao tema do trabalho, das artes e dos ofícios. Situado na histórica Praça Rui Barbosa, também conhecida como Praça da Estação, o museu ocupa os edifícios das antigas estações ferroviárias da cidade, datadas de 1922. Com uma área total de 9.000 m², o MAO oferece uma imersão na história do trabalho e das profissões que moldaram a sociedade brasileira.
Acervo e Exposições
O museu abriga um acervo de mais de 2.500 peças originais dos séculos XVIII ao XX, representando ofícios antigos e setores tradicionais como mineração, lapidação, ourivesaria, alimentação, tecelagem, curtume e energias. As coleções foram iniciadas há cerca de 60 anos pelo engenheiro Flávio Gutierrez e continuadas pela empreendedora cultural Angela Gutierrez. Essas peças foram doadas e tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
- Horários de funcionamento:
- Terça a sexta-feira: 10h às 17h (entrada até 16h30)
- Sábado: 9h às 17h (entrada até 16h30)
- Domingo e segunda-feira: fechado
- Primeira quarta-feira de cada mês: 10h às 20h (entrada até 19h30)
- Terça a sexta-feira: 10h às 17h (entrada até 16h30)
- Entrada: gratuita
A Casa do Baile é um ícone da arquitetura modernista brasileira, projetada por Oscar Niemeyer em 1942, como parte do Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte. Inaugurada em 1943, inicialmente funcionou como um restaurante dançante, mas foi desativada em 1948. Após restaurações, reabriu em 2002 como um centro cultural dedicado à arquitetura, urbanismo e design.
Arquitetura e Paisagismo
Situada em uma ilha artificial na Lagoa da Pampulha, a Casa do Baile apresenta uma planta composta por dois círculos interligados, formando um salão central e uma área de serviços. Sua marquise sinuosa, sustentada por colunas, remete às curvas da lagoa, característica marcante do trabalho de Niemeyer. O paisagismo, assinado por Roberto Burle Marx, integra o edifício ao entorno natural, criando uma harmonia entre arquitetura e natureza.
Atividades e Programação
Como centro cultural, a Casa do Baile oferece uma programação diversificada, incluindo:
- Exposições temporárias focadas em arquitetura, urbanismo e design.
- Seminários e palestras sobre temas contemporâneos.
- Visitas monitoradas para escolas e grupos, com foco na história da Pampulha.
- Atividades educativas para o público geral, promovendo a conscientização estética e cultural
Visitação
- Horário de funcionamento: quarta a domingo, das 10h às 18h.
- Entrada: gratuita.
O Museu de Arte da Pampulha (MAP), originalmente conhecido como Cassino da Pampulha, foi projetado por Oscar Niemeyer na década de 1940, por encomenda do então prefeito Juscelino Kubitschek. Inaugurado em 1943, o cassino foi um marco na vida noturna de Belo Horizonte, atraindo visitantes de todo o país. Com a proibição do jogo em 1946, o edifício permaneceu fechado por cerca de uma década. Em 1957, foi reaberto como museu, sendo chamado também de “Palácio de Cristal” devido aos espelhos que revestem suas paredes .
O edifício é uma das principais obras do Conjunto Moderno da Pampulha, que inclui também a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube. Esse conjunto foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2016.
Acervo e Exposições
O MAP abriga um acervo de aproximadamente 1.400 obras, incluindo pinturas, esculturas, fotografias, gravuras, desenhos e materiais audiovisuais. Entre os destaques estão artistas como Cândido Portinari, Alberto da Veiga Guignard, Di Cavalcanti, Amílcar de Castro, Tomie Ohtake, Franz Weissmann, August Zamoyski e Alfredo Ceschiatti.
O museu promove exposições temporárias e ações culturais que buscam proporcionar experiências sensoriais e reflexivas no campo das artes visuais Visite Museus.
Arquitetura e Paisagismo
O edifício do MAP é cercado pelos jardins projetados por Roberto Burle Marx, que integram elementos naturais à arquitetura modernista de Niemeyer. No jardim externo, destaca-se a escultura em bronze “Nu”, de August Zamoyski. No interior, encontram-se as obras “O Abraço”, de Alfredo Ceschiatti, e “Pampulha ou Figura Alada”, de José Alves Pedrosa. Próximo à lagoa, está a escultura “A Porta”, de Amílcar de Castro.
Visitação
Atualmente, o MAP encontra-se fechado para reformas. Entretanto, os jardins frontais permanecem abertos à visitação pública. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 8h às 18h, com entrada gratuita Instagram.
A Igreja de São Francisco de Assis, carinhosamente conhecida como Igrejinha da Pampulha, é uma das obras mais emblemáticas da arquitetura modernista no Brasil. Projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 1943, ela integra o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, tombado pelo IPHAN em 1984 e reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 2016.
Arquitetura e Paisagismo
A igreja destaca-se por sua estrutura inovadora: uma abóbada parabólica em concreto armado, criada por Niemeyer, que elimina a necessidade de alvenarias tradicionais. O projeto paisagístico é assinado por Roberto Burle Marx, que desenvolveu os jardins ao redor da igreja. Os painéis internos da Via Crucis são de Cândido Portinari, enquanto o painel externo é de Paulo Werneck. No batistério, baixos-relevos em bronze foram esculpidos por Alfredo Ceschiatti.
Visitação e Programação
- Horário de visitação: Todos os dias, das 8h às 12h e das 13h às 17h.
- Missas: Domingos às 7h, 10h e 18h.
- Entrada: Gratuita. Durante as missas, contribuições voluntárias são bem-vindas.
O Museu Casa Kubitschek, inaugurado em 2013, é um dos principais atrativos do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte. Projetada por Oscar Niemeyer como residência de fim de semana do então prefeito Juscelino Kubitschek, a casa modernista reflete a vanguarda arquitetônica dos anos 1940. Cercada por exuberantes jardins assinados por Roberto Burle Marx, o museu oferece uma imersão na história, arquitetura e paisagismo da região.
Arquitetura e Paisagismo
A residência foi construída em 1943 e destaca-se por suas linhas curvas, integração com a paisagem e uso inovador de materiais. O projeto de Niemeyer é complementado pelos jardins de Burle Marx, que ocupam um terreno de aproximadamente 3.000 m², oferecendo uma experiência sensorial única aos visitantes.
Acervo e Exposições
O museu abriga um acervo que inclui mais de 80 peças de mobiliário dos anos 1950 a 1970, além de um painel de Alfredo Volpi e um mural de Paulo Werneck, integrados à edificação. As exposições permanentes e temporárias abordam temas como paisagismo, arquitetura residencial, história da Pampulha e a presença africana nos jardins do museu. Destaque para a exposição “Traçar Moderno: Construindo Formas e Trajetórias”, que celebra o modernismo brasileiro e apresenta obras de artistas contemporâneos.
Visitas e Programação
O museu oferece visitas mediadas e atividades educativas gratuitas, abordando diversas temáticas relacionadas ao modernismo e à história local. As visitas agendadas podem ser solicitadas pelo e-mail educativo.ck@pbh.gov.br. O espaço está aberto de quarta a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita.
- Entrada: Gratuita
A Academia Mineira de Letras (AML), fundada em 1909 em Juiz de Fora e transferida para Belo Horizonte em 1915, é a instituição literária máxima do estado. Instalada em um palacete histórico na Rua da Bahia, 1466, no bairro Lourdes, a AML preserva e promove a literatura mineira, reunindo escritores consagrados e promovendo eventos culturais. Seu auditório, inaugurado em 1994, recebe palestras, lançamentos de livros e encontros literários abertos ao público.
- Contato / Agendamento: Atendimento administrativo e pesquisa: segunda a sexta, 9h às 17h
- Visitação: De acordo com a programação cultural da instituição (como visitas guiadas em dias específicos como o Palacete Borges da Costa)
- Entrada: Gratuita nos eventos públicos e visitas mediadas quando disponíveis
- Destaque: Sediada no Palacete Borges da Costa (déc. 1920), abriga acervo de mais de 32 mil livros e obras de arte; sede da AML desde 1987, com programação literária, debates e atividades culturais
A Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, projetada por Oscar Niemeyer, é um ícone da arquitetura modernista e um centro cultural vital para Belo Horizonte. Inaugurada em 1961, está localizada na Praça da Liberdade, no coração do Circuito Liberdade. Com um acervo de mais de 570 mil itens, oferece empréstimos, consultas, atividades culturais e programas educativos para todas as idades.
- Horário de funcionamento:
- Sede: Segunda a sexta, 8h às 17h (alguns setores até 18h); sábado das 8h às 12h. Quinta-feira: setores como empréstimo e referência até 20h.
- Anexo (Rua da Bahia): Segunda a sexta, 9h às 18h (inclui empréstimos, estudos, sala internet, espaço geek).
- Sede: Segunda a sexta, 8h às 17h (alguns setores até 18h); sábado das 8h às 12h. Quinta-feira: setores como empréstimo e referência até 20h.
- Entrada: Gratuita
- Destaques:
- Acervo de aproximadamente 570 mil itens (livros, periódicos, coleções raras, braille, hemeroteca etc.)
- Oferece teatro de arena, galeria Paulo Campos Guimarães, programação cultural contínua, cursos e atividades de mediação de leitura
- Público médio anual: 400 mil visitantes
- Acervo de aproximadamente 570 mil itens (livros, periódicos, coleções raras, braille, hemeroteca etc.)
O Palácio da Liberdade foi idealizado como sede oficial do governo de Minas Gerais — residência dos governadores e centro político desde sua inauguração em 1898. Representa o coração político da capital planejada de Minas Gerais e foi palco de episódios emblemáticos da história estadual. Hoje, faz parte do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, integrando o patrimônio arquitetônico e cultural da cidade.
Arquitetura & Histór
ia
Projetado por José de Magalhães, o edifício exibe um estilo eclético que homenageia o classicismo romântico francês, com toques de neobarroco e neorrenascentismo italiano. Elementos de destaque incluem:
- Escadaria de ferro e mármore fundida na Bélgica, com delicados ornamentos art nouveau
- Interiores enriquecidos com lustres de cristal, mobiliário de estilo Luís XVI e painéis decorativos do artista Frederico Steckel
- Jardins paisagísticos originalmente desenhados por Paul Villon em estilo inglês, com orquidário, fonte, quiosque e esculturas francesas
O prédio foi protagonista de muitos eventos simbólicos e históricos, incluindo a transição dos governadores Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves. Em meados do século XX, surgiram planos de substituí-lo por uma estrutura moderna, mas eles não foram adiante, preservando o legado cultural do edifício.
Restauração e Visitação
Entre 2004 e 2006, o Palácio passou por uma restauração profunda. Desde 2018, está aberto ao público e administrado por IEPHA-MG e pela APPA/Circuito Liberdade com apoio da Fundação Clóvis Salgado e da Secretaria de Cultura. Em 2024, alcançou a marca de quase 400 mil visitantes — o maior público da sua história — e está em processo de restauração com investimento de mais de R$ 10 milhões.
Horários e Regras de Visitação
Interior do prédio:
- Quarta a sexta: 12h às 17h (ou 17h30 dependendo da fonte)
- Sábados, domingos e feriados: 10h às 16h30 (algumas fontes informam até 17h)
Jardins:
- Quarta a sexta: 12h às 18h
- Sábados, domingos e feriados: 10h às 18h
Regras de visitação:
- Visita gratuita, sem necessidade de ingresso — apenas cadastramento ao chegar
- Acesso ao prédio com controle de lotação; jardins abertos ao público livremente
- Proibições: bolsas ou mochilas no interior, fotos profissionais, piqueniques nos jardins, contato com objetos, entrada com alimentos e bebidas, e carrinhos de bebê (internamente)
- Facilidades: acessibilidade com rampas e elevador; visitantes especiais podem receber suporte personalizado
Visitas mediadas (guiadas):
- Gratuitas mediante agendamento para grupos escolares ou interessados
- Públicos espontâneos podem participar de visitas guiadas em horários fixos, aos finais de semana
Tour virtual: Disponível no site, o tour de 25 minutos permite explorar os detalhes arquitetônicos e artísticos do Palácio com narração histórica
Programação cultural: O local sedia eventos como a Troca da Guarda (todo primeiro domingo do mês), exposições temporárias e oficinas educativas em Libras e outras linguagens culturais
O Centro de Arte Popular, localizado no Circuito Liberdade, é um espaço dedicado à preservação e divulgação da arte popular mineira. Instalado em um casarão histórico, abriga um acervo diversificado com esculturas, cerâmicas, bordados, ex-votos e peças de artistas consagrados da tradição mineira. O centro realiza exposições permanentes e temporárias, oficinas educativas e eventos culturais, aproximando o visitante da riqueza e da identidade cultural de Minas Gerais.
- Horário:
- Terça a sexta: 12h às 18h30
- Sábados, domingos e feriados: 11h às 17h
- Fechado às segundas-feiras
- Terça a sexta: 12h às 18h30
- Entrada: Gratuita (visitantes individuais não precisam agendar; grupos podem agendar atendimento educativo)
- Destaque: O acervo valoriza a arte popular de Minas — cerâmica, madeira, tecelagem, fibra, entre outros materiais — incluindo coleções do Vale do Jequitinhonha e manifestações religiosas, festivas e cotidianas, com programação educativa permanente.